COVID-19 - Como a pandemia pode afetar a arquitetura?

Dentre as muitas reflexões que a pandemia de COVID-19 provoca estão aquelas sobre nossa função na sociedade. Com as novas dinâmicas impostas pelo isolamento social, o conhecimento do arquiteto, sobre o espaço ainda será útil? Até que ponto o virtual – principal (e quase única) alternativa de encontros nesse período – substituirá o espaço como conhecemos hoje? O quanto a pandemia adiantou uma tendência das futuras gerações hiper digitais?

Na nossa profissão, buscamos entender o comportamento e cultura das pessoas para desenvolver os espaços que elas utilizam nas suas vidas e relações.
 

-  como os espaços abrigam as relações?
- como o ambiente gera naturalidade no comportamento humano?

-  como organizamos o cotidiano?
- como entendemos e mostramos quais os limites do privado e do coletivo?
 

 

Arquitetura está amarrada à todas as dinâmicas humanas.

No entanto, nesta nova realidade que se apresenta, as interatividades estão restritas ao universo virtual, reduzindo aquilo que ao arquiteto mais interessa – o espaço – a meros fundos de tela de videoconferências via Zoom, Skype, ou à aplicativo da época.

O comportamento cultural e essa sua guinada repentina levou à busca por respostas de uma pergunta que não tardará a chegar - quais serão as necessidades espaciais de agora em diante? E como podemos nos adiantar à elas? O primeiro passo: mapear o comportamento e cultura da sociedade em todas as suas entranhas, para poder compreender as peculiaridades e assim aproximar-nos de respostas para o futuro.

Essa pesquisa teve origem em iniciativa da Base Colaborativa em que buscou-se soluções co-criados online durante a quarentena, capazes colaborar com as circunstâncias de Renda, Cultura, Democracia, Meio-Ambiente e Bem-estar.

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